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quarta-feira, 20 de junho de 2012

A mente é uma caixinha de surpresas

A mente é algo realmente magnífico, não só não conseguimos explicar o que pensamos como também não conseguimos explicar o que sentimos, alguns acreditam ser devido a mente, outros ao coração, enfim o conjunto da máquina é uma verdadeira caixinha de surpresas, pois bem, vamos ao "causo" de hoje.

Estava a relaxar quando comecei a ouvir uma música, um estilo pesado similar a Rammstein e Dope, toda vez que escuto tal estilo sinto-me arremetido a relaxar, acredito que seja uma condição mental, visto que certas pessoas não conseguem nem ouvir o estilo e eu não só ouço como também relaxo ao ouvir, durmo, penso, enfim... E aqui vai minha teoria, toda vez que ouço um som pesado minha mente se limpa e permite-se focar em alguma coisa, os pensamentos se alinham e consigo raciocionar, dormir, pensar... porém ao ouvir um som de outro estilo como MPB, Jazz, Blues e etc não consigo atingir tal fim com o mesmo efeito, seria isso uma deficiência ou uma qualidade?

A meu ver existem diferentes tipos de cérebro e diferentes linguagens cerebrais, eventualmente algo que lhe é útil e pode ser de grande valia não tem tanta arbitrariedade no complexo mental de outra pessoa, por isso as diferenças e logicamente o pensar e o sentir. Essas sensações são percebidas de acordo com vários fatores que formamos ao longo da vida e mudam de uma forma tão rápida que chega a ser conflitante com certos paradigmas comportamentais que aprendemos.

A única afirmação válida que pode ser feita diz respeito ao que foi feito como base seja numa expressão artística ou num trabalho industrial se você quer passar algo engraçado para 100 pessoas pode ser que somente 20 ache engraçado mas as demais não, como explicar esse fator de aceitação? E se ninguém achasse engraçado? O que é engraçado?

Conceitos, idéias, emanações... continuam em alta!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Priorizar novidades mas não esquecer do bis

A vida modera conta com um remédio bem popular: o consumo. Esse consumo muitas vezes está ligado ao imediato ou imediatismo e nos faz tomar atitudes que muitas vezes não nos agradam no segundo momento e acredite ele vem. Esse consumo não está relacionado somente a bens-de-consumo ou produtos no mundo atual estamos propensos a tempestade de informações e é mais fácil fugir de uma tempestade normal do que desse moderno mal.

Em muitas situações que buscamos novos conceitos chegamos a novas soluções. Ouvi algumas pessoas, filósofos e até educadores, afirmando que isso é regra mas como não tenho condição de afirmar e sou apto a discordar de tudo acabo não generalisando.

Priorizar coisas novas não precisa obrigatoriamente nos fazer dispensar as velhas, podemos somente aproveitar as coisas novas e manter as velhas a medida do necessário, veja que usei a palavra necessário e não possível afinal nesse contexto só manter o possível poderia nos levar ao consumismo imediato e nessa situação cabe o pensamento de Nelson Rodrigues  

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nessa jornada de vida temos poucas oportunidades para errar, é uma pena mas é a realidade e em algumas ocasiões a resposta pode sim estar em algo que já foi visto, pense nisso e só para testar faça uma leitura de algo das antigas que te arremeta a outra época onde o que leste foi importante vai ver que apesar de ser o mesmo texto não tem mais o mesmo conteúdo.

Boa sorte!

Discordância, conflito e confronto.


Discordar, conflitar e confrontar: sufixos similares de palavras nada parecidas. Há sim uma necessidade de um verbo se apoderar do outro afinal todo confronto se inicia num conflito que se inicia numa discordância e a passagem entre eles é breve, momentânea e muitas vezes imperceptível.
O caso agora muda de figura, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Frases comuns não só no ditado popular, mas comumente discordantes e talvez o primeiro passo para a discordância. O ato de discordar antecede o conflito que vem entre a sugestão de uma nova ideia e a tentativa de explicação da mesma.
“Eu não concordo com isso, logo eu discordo.”
Ao opinar sobre determinado assunto estamos exalando uma ideia, um ponto de vista. Obviamente não há conflito se não houver uma discordância, uma eventual diferença mesmo que sutil e seu complemento que é a ação o ato de conflitar.
“Conflitando ideias chegaremos a melhor solução”. Veja que na frase anterior o conflito de ideias permite que haja uma solução plausível e de comum acordo que não precisa obrigatoriamente chegar a um confronto. Poderíamos então categorizar o conflito como pós-discordante e pré-confrontante.
Esse por sua vez, o confronto, tem o objetivo de resolver a questão sem meias soluções, geralmente levando os demais pontos de vista ou opiniões abaixo. O confronto pode ser comparado com o ato da guerra onde os ideais se chocam e efetivamente levam a um lado ou outro.