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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Por que as vezes é tão difícil fazer coisas simples?

Estamos aprendendo a complicar ou desaprendendo a fazer?

Nos dias de hoje temos uma vontade enorme de fazer as coisas mas pouca ou nenhuma vontade de executar, veja que são coisas bem diferentes fazer e executar.

Fazer algo é por a mão na massa, sair da zona de conforto e dar a cara a tapa, aprender errando. Concordo que em tempos mais inteligentes podemos levar mais em conta o cálculo de 98/2 (98% de preparo para 2% de execução) mas 98% de preparo iria fazer com que os 2% fossem realmente produtivos, incrívelmente produtivos, e não é o que acontece.

Executar não implica diretamente em fazer, você teria que planejar, elaborar, pensar e fazer pra dizer que executou algo não me refiro ao famoso PDCA, mas sim ao simples ato de executar algo planejado e com função definida.

O ponto X da questão é, estamos só complicando as coisas ou estamos com pouca vontade de fazer? Em épocas mais remotas quando minha avó ainda perambulava por essas terras, fazer era algo simples, se você tinha uma idéia pegava o que precisava e ia fazer, simples, direto! Hoje não tudo se complicou devido a burrocracia (Sim com dois R) e a enorme falta de vontade de agir, aprendemos a desaprender e isso é ótimo, mas o que fica depois desse vai e vem de pensamentos?

Como executar o que quero fazer? ou como fazer o que quero executar? Qual a diferença? Praque pensar tanto? Porque não fazer mais?

De fato precisamos pensar mais, o problema é que as vezes pensar demais pode complicar o processo, Einstein já dizia "Uma mente que se abre a uma nova idéia jamais retorna a seu tamanho original" obviamente precisaremos de cada vez mais "conteúdo" para preencher as aberturas criadas a cada nova idéia, existe um momento certo para estagnar e deixar as idéias amadurecerem naturalmente?

Como dizia nosso amigo do telecurso 2000, Vamos pensar um pouco?

Um abraço!
Emerson

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cético poético

Ao lembrar da velha chama lamentava o velho drama
Tinha medo de pensar, falar, sorrir e até sonhar
Sua mente amadurava e o volume da dor ecoava

Foi naquela noite escura que emergiu tão diferente
De olhos verdes feito água e com pose delicada
Esperava como outrora ter de novo seu lugar

E andar de encontro ao vento, de sentir o esquecimento
Sustentar as próprias veias com seu sangue limpo e puro
Mas não mais se podia dedicar a noite fria

E guardou seu telescópio, cansou de olhar o aquário!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sobre capitalismo e conformismo

Não, esse não é um post político ou politizado é só uma mera emanação da mente.

Muitas vezes não sabemos onde estamos na cadeia econômica e mesmo assim aprendemos a capitalizar tudo, queremos sempre mais as coisas que quase sempre não são necessárias e nos conformamos a simplesmente querê-las, dizemos "É normal".

Ao passo que aprendemos algo, evoluímos, certo? depende...

Nos dias atuais a resposta mais adequada talvez seja mesmo depende afinal trabalhamos, namoramos, casamos, viajamos e nos conformamos seja só fechando os olhos para o que realmente importa ou achando que o "curtiu" solidário do facebook já basta.

O capitalismo vem sendo meu mártir pessoal a alguns meses e admito estar cada vez menos empenhado em ajudar a encher os bolsos das pessoas que venho trabalhando, é complicado pensar nisso e explicar é muito mais... mas vamos tentar.

Vamos exemplificar utilizando dois perfis possíveis, o primeiro é o que tem opção é aquele tipo de pessoa que pode se dar ao luxo de pensar e de fazer coisas novas de formas novas porque não compartilha do peso das coisas como elas são ou mais popularmente "não tem um pardal para dar água" e o segundo perfil é aquele tipo de pessoa que não tem opção é o que precisa trabalhar em algo que nem pensa direito no que representa simplesmente para satisfazer necessidades básicas, e as vezes não básicas, das pessoas que o cercam sejam elas filhos, esposas, maridos, parentes ou qualquer outra relação que fuja a nosso devaneio.

No caso de ter opção e fingir que tudo caminha conforme a humanidade, acordamos cedo todo dia e vamos trabalhar, chegamos ao trabalho e fazemos coisas que não nos satisfazem que não nos apetecem e não adicionam nada a nossa vida, leia dessa forma se você não é massagista de modelos ou degustador de cerveja (risos)... enfim, trabalhar em algo que não acreditamos pode ser penoso, custoso, triste e doloroso as vezes necessário pois para manter o alto padrão de vida que te foi inflamado pela mídia você tem que trabalhar mesmo não tenho o tal pardal para sustentar.

E então um dia você acorda e percebe que tem opção, não é uma pessoa fora do padrão mundial de necessidades básicas mas você pode optar por uma vida melhor, melhores condições e quem sabe até um trabalho onde consiga fazer a diferença, pensar e ser pensado.

Tudo bem, a máquina da indústria morre se o mundo resolver parar e não se conformar mas o que se pode fazer... A certeza que temos é que o mundo não acabará se mais pessoas tiverem opção, se mais opções forem tomadas por cidadãos que tanto dedicam suas vidas a satisfazer os reizinhos.

E ai vem a grande sacada, como continuar trabalhando de forma que você consiga valorizar suas idéias e promover a retroalimentação positiva da sociedade?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A mente é uma caixinha de surpresas

A mente é algo realmente magnífico, não só não conseguimos explicar o que pensamos como também não conseguimos explicar o que sentimos, alguns acreditam ser devido a mente, outros ao coração, enfim o conjunto da máquina é uma verdadeira caixinha de surpresas, pois bem, vamos ao "causo" de hoje.

Estava a relaxar quando comecei a ouvir uma música, um estilo pesado similar a Rammstein e Dope, toda vez que escuto tal estilo sinto-me arremetido a relaxar, acredito que seja uma condição mental, visto que certas pessoas não conseguem nem ouvir o estilo e eu não só ouço como também relaxo ao ouvir, durmo, penso, enfim... E aqui vai minha teoria, toda vez que ouço um som pesado minha mente se limpa e permite-se focar em alguma coisa, os pensamentos se alinham e consigo raciocionar, dormir, pensar... porém ao ouvir um som de outro estilo como MPB, Jazz, Blues e etc não consigo atingir tal fim com o mesmo efeito, seria isso uma deficiência ou uma qualidade?

A meu ver existem diferentes tipos de cérebro e diferentes linguagens cerebrais, eventualmente algo que lhe é útil e pode ser de grande valia não tem tanta arbitrariedade no complexo mental de outra pessoa, por isso as diferenças e logicamente o pensar e o sentir. Essas sensações são percebidas de acordo com vários fatores que formamos ao longo da vida e mudam de uma forma tão rápida que chega a ser conflitante com certos paradigmas comportamentais que aprendemos.

A única afirmação válida que pode ser feita diz respeito ao que foi feito como base seja numa expressão artística ou num trabalho industrial se você quer passar algo engraçado para 100 pessoas pode ser que somente 20 ache engraçado mas as demais não, como explicar esse fator de aceitação? E se ninguém achasse engraçado? O que é engraçado?

Conceitos, idéias, emanações... continuam em alta!