Discordar, conflitar e confrontar: sufixos similares de
palavras nada parecidas. Há sim uma necessidade de um verbo se apoderar do
outro afinal todo confronto se inicia num conflito que se inicia numa
discordância e a passagem entre eles é breve, momentânea e muitas vezes imperceptível.
O caso agora muda de figura, uma coisa é uma coisa e outra
coisa é outra coisa. Frases comuns não só no ditado popular, mas comumente
discordantes e talvez o primeiro passo para a discordância. O ato de discordar antecede
o conflito que vem entre a sugestão de uma nova ideia e a tentativa de
explicação da mesma.
“Eu não concordo com isso, logo eu discordo.”
Ao opinar sobre determinado assunto estamos exalando uma ideia,
um ponto de vista. Obviamente não há conflito se não houver uma discordância,
uma eventual diferença mesmo que sutil e seu complemento que é a ação o ato de
conflitar.
“Conflitando ideias chegaremos a melhor solução”. Veja que
na frase anterior o conflito de ideias permite que haja uma solução plausível e
de comum acordo que não precisa obrigatoriamente chegar a um confronto.
Poderíamos então categorizar o conflito como pós-discordante e
pré-confrontante.
Esse por sua vez, o confronto, tem o objetivo de resolver a
questão sem meias soluções, geralmente levando os demais pontos de vista ou
opiniões abaixo. O confronto pode ser comparado com o ato da guerra onde os
ideais se chocam e efetivamente levam a um lado ou outro.
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