Estamos aprendendo a complicar ou desaprendendo a fazer?
Nos dias de hoje temos uma vontade enorme de fazer as coisas mas pouca ou nenhuma vontade de executar, veja que são coisas bem diferentes fazer e executar.
Fazer algo é por a mão na massa, sair da zona de conforto e dar a cara a tapa, aprender errando. Concordo que em tempos mais inteligentes podemos levar mais em conta o cálculo de 98/2 (98% de preparo para 2% de execução) mas 98% de preparo iria fazer com que os 2% fossem realmente produtivos, incrívelmente produtivos, e não é o que acontece.
Executar não implica diretamente em fazer, você teria que planejar, elaborar, pensar e fazer pra dizer que executou algo não me refiro ao famoso PDCA, mas sim ao simples ato de executar algo planejado e com função definida.
O ponto X da questão é, estamos só complicando as coisas ou estamos com pouca vontade de fazer? Em épocas mais remotas quando minha avó ainda perambulava por essas terras, fazer era algo simples, se você tinha uma idéia pegava o que precisava e ia fazer, simples, direto! Hoje não tudo se complicou devido a burrocracia (Sim com dois R) e a enorme falta de vontade de agir, aprendemos a desaprender e isso é ótimo, mas o que fica depois desse vai e vem de pensamentos?
Como executar o que quero fazer? ou como fazer o que quero executar? Qual a diferença? Praque pensar tanto? Porque não fazer mais?
De fato precisamos pensar mais, o problema é que as vezes pensar demais pode complicar o processo, Einstein já dizia "Uma mente que se abre a uma nova idéia jamais retorna a seu tamanho original" obviamente precisaremos de cada vez mais "conteúdo" para preencher as aberturas criadas a cada nova idéia, existe um momento certo para estagnar e deixar as idéias amadurecerem naturalmente?
Como dizia nosso amigo do telecurso 2000, Vamos pensar um pouco?
Um abraço!
Emerson
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